terça-feira, 18 de novembro de 2008

1º Torneio - Pesca com Amostras - Pescar e Libertar.

Vai realizar-se no próximo dia 30 de Novembro de 2008 na Praia da Légua - Nazaré, o Iº Concurso de Pesca com Amostras - Pescar & Libertar - Spinning e Corrico, organizado pelo Forum Pesca com Amostras.
Trata-se acima de tudo de um Convívio entre apaixonados por estas técnicas de pesca, apimentado por uma saudável e amigável competição.
Para além dos magníficos Prémios amávelmente oferecidos pelos nossos patrocionadores, haverá lembranças para todos os participantes.

Um sucesso garantido e único a nível nacional com cerca de 83 presenças já confirmadas.

Estão por isso de Parabéns todos os membros do Pesca com Amostras, que com a sua presença e participação assinalam desde já o exito de um forum extremamente dinâmico, civilizado e único no panorama da Pesca Lúdica em Portugal.

sábado, 16 de agosto de 2008

Factores a ter em conta na escolha das amostras.

Alguns factores de escolha das amostras:

A Cor
A silhueta
O som e as vibrações
O Lançamento
A acção natatória
O magnetismo

A cor – a regra das similitudes e dos contrastes são válidas. Tenho mais cuidado com as cores sobretudo na superfície. Apesar de ser importante este aspecto acho que tende a ter uma importância desmesurada por parte do pescador. O princípio de águas claras cores claras ou translúcidas e águas tapadas cores escuras ou opacas e o branco em todo as alturas e se está sol tentar aproveitar os reflexos é válido.
A silhueta – esta particularidade é importante, e é já uma das características que pode desencadear o ataque do robalo. A forma da amostra induz o ataque seja por defesa do território, seja por alimentação.
Aqui existem nuances muito importantes, daí a importância de saber o que o robalo come num dado spot. As amostras longuilíneas-“os slims” japoneses, nos seus diferentes tamanhos associam-se a determinadas presas que o robalo identifica na zona, e por isso eficazes, e neste caso será contraproducente e até errado utilizar amostras de grande volume como a “la segunda” ou o “x-rap” de 45gr.
Está demonstrada cientificamente a associação da silhueta (da forma) à alimentação e consequentemente ao ataque.
Os tubarões por exemplo atacam os surfistas porque associam a silhueta da prancha às focas de que se alimentam...

Este artigo continua aqui:

www://pescacomamostras.com/forum




Boas Pescarias para todos. ;)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Os magnetismos nas escolha das amostras.

Os magnetismos – Para localizarem e atacarem as nossas amostras o robalo não as ataca por terem cores bonitas e realistas, ataca-as porque vê nelas a comida que precisa para sobreviver. Para isso utiliza todos os seus sentidos de que já aqui falamos:
os olhos; os ouvidos; as narinas; …a sua linha lateral.
Com cada vez menos peixe a cada ano que passa, das duas uma, ou deixamos de pescar, ou então se gostamos verdadeiramente da pesca temos de tentar entender e refinar os nossos conhecimentos, e com as grades que tenho trazido este ano…tento perceber porquê: e cada vez me interessa mais esta característica do robalo e da generalidade dos peixes. …a sua linha lateral.
Ora, localizar comida e alimentar-se deve ser a prioridade número 1 dos robalos (e não só) e deve ocupar-lhes muito tempo, a outra será a reprodução.
Interessa-nos a primeira:
Já aqui falamos da visão do robalo, da sua grande sensibilidade à luz, das espécies como o robalo, que capturam presas que se movimentam depressa têm uma boa visão; das narinas e das suas capacidades de detectar qualquer substância na massa de água por mais ínfima que seja, pelos vistos são tão sensíveis que conseguem até saber se é o orifício nasal esquerdo ou direito que capta essas substâncias associada a comida guiando-os assim até à fonte – não só os robalos, e é este o principio quando engodamos – trazer e manter o peixe.
E como se todos estes sentidos não fossem suficientes, os robalos usam células sensoriais, dispostas em linhas laterais ao longo dos seus flancos, para detectarem ondas de pressão provocadas por outros peixes que passem por perto, até conseguem detectar pequenos campos magnéticos emitidos por outros peixes nas proximidades, auxiliando-os assim na busca de comida.
E para se criar um campo magnético constante basta um simples iman...

Este artigo continua aqui:

Boas Pescarias para todos. ;)

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Luz, a Visão e a Escolha das Amostras.

A cor das amostras?

Esta é uma questão importante para todos nós que praticamos o Spinning de mar com amostras artificiais. Todos nós já a formulamos mais do que uma vez, mas só alguns estarão mais aptos a compreendê-la. É meu propósito contribuir um pouco para que essa compreensão seja eventualmente mais generalizada.

Os peixes são criaturas fascinantes, existem desde há muitos milhões de anos. Sobreviveram a muitos outros seres que já deixaram pura e simplesmente de existir e se extinguiram.
Com o passar dos tempos, tiveram de fazer muitas adaptações fantásticas para sobreviver no ambiente marinho hostil e assim sobreviver.
Viver no mundo aquático não é fácil, mas oferece algumas vantagens adicionais. O som por exemplo, percorre distâncias quase cinco vezes mais rapidamente na água que no ar. O mar é um lugar muito ruidoso.
Os robalos aproveitam estas vantagens e usando os seus olhos, grandes, laterais e sem pálpebras, provavelmente apenas capazes de focar com precisão objectos próximos mas que percebem facilmente movimentos distantes, incluindo acima da superfície da água. Os ouvidos internos com três canais semicirculares dispostos perpendicularmente uns aos outros (funcionando como um órgão de equilíbrio, portanto, tal como em todos os vertebrados superiores), permitindo uma audição apurada.
As narinas localizadas na parte dorsal do focinho, comunicando com uma cavidade coberta de células sensíveis a moléculas dissolvidas na água. A sua linha lateral, localizada longitudinalmente ao longo do flanco do animal, e composta por uma fileira de pequenos poros em comunicação com um canal abaixo das escamas, onde se encontram mecanorreceptores, que lhes permitem detectar pequenos movimentos e vibrações, utilizados na detecção das suas pesas e também para evitar os seus inimigos.
Enfim, animais perfeitamente preparados, astutos e oportunistas predadores.
O robalo utiliza assim todos estes sentidos em seu próprio benefício. Outro aspecto também muito importante, a água contém também todos os componentes químicos originais que os peixes usam para identificar outros membros da sua espécie, por exemplo, a capacidade para reconhecer os seus ciclos vitais, tais como a reprodução, encontrarem o seu alimento, detectarem os seus predadores e para outras funções.
Os peixes desenvolveram este sentido do olfacto que é incomparavelmente superior ao do ser humano. Aquele exemplo do cheiro do cozido á portuguesa que todos nós conhecemos, pois o robalo, por exemplo, detecta o cheiro de cada um dos componentes do cozido, o cheiro do frango, o cheiro da cenoura, o cheiro da couve, etc…, enquanto nós só conseguimos cheirar o conjunto

É a cor importante – A importância da cor.

Na água, muitas das características da luz que incide na amostra, mudam rapidamente, com o seu movimento.
A primeira consideração que teremos de fazer é que quase sempre a cor e as características da amostra são completamente diferentes no ar e na água, e nós às vezes esquecemo-nos deste "pequeno" pormenor quando vamos comprar as nossas novas amostras...Este artigo continua aqui:
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Boas Pescarias para todos. ;)

domingo, 4 de maio de 2008

As minhas capturas de Maio...

Dia 22 de Maio

Esta noite eu e o Morais decidimos fazer uma pescaria num dos nossos "tanques". Para mim pescar de noite é caso raro, mas com o amigo Morais, no problema.
O mar estava bonito, ondulação de metro, metro e meio, águas abertas e aquele espumeiro varrido de branco que até parece clarear a noite.
Pena algum vento de frente às vezes a obrigar a semicerrar os olhos. Mas acima de tudo, a vontade de pescar era muita.
Comecei com uma passeante da Yozuri, ao fim de alguns lançamentos sem resultados mudo-a para uma angel kiss e após algumas insistências ZÁAASSSSSSSSSSSSSSS.
Ataque franco e poderoso e com 4 ou 5 cabeçadas dizia-me que sim, que se tinha ferrado bem.
Começa então um "pas de deux" com ele zangado para a esquerda e para a direita, para a frente e para trás, e eu a tentar acompanhar e com o carreto a cantar, aquela melodia que nós todos gostamos de ouvir.
Ao fim de algum tempo nesta indecisão, ele começa a ceder e eu sinto-o na zona mais perigosa: a escoa, não era muita, mas podia deitar tudo a perder. O Morais já tinha recolhido a amostra dele e estava na expectativa e preparado com o lip grip.
Mas depois de algumas tentativas de "ora vem, ora vai, na escoa" lá cai este belo robalo aos pés, derrotado, mas valente.
Acusou 4,035kg e mediu 75cm. Insistimos mais um bom bocado nesse "tanque" sem resultados. Mudamos de poiso, a noite caía e o dia começava a romper, trocamos de amostras variadas vezes sem resultados.
Insistíamos nos sítios que consideravamos melhores, até que , eu digo "Oh Morais, vou ali tirar um" - e não é que tirei mesmo.
Parecia que hoje não queriam nada com o Amigo Morais, deixa lá Pescador, amanhã serás tu a tirá-los.
Este robalinho, a passar à vontade o Kilo, foi devolvido ao seu meio para crescer, e para nos dar mais tarde, maiores e melhores alegrias e sensações. Enfim, mais uma belíssima jornada de pesca na companhia do Amigo Morais.
Para a próxima serás tu a ferrá-los companheiro. Já o mereces.
Boas Pescarias para Todos. ;)

Dia 7 de Maio

Hoje, dia 7 de Maio, resolvi dar um salto ao "tanque" por volta das 19.30h. Fui sozinho.
Quando cheguei o mar agradava-me, estavam reunidas boas condições e apenas corria uma leve brisa de NNW. É reconfortante chegar à praia, ao final da tarde, o sol a pôr-se, ainda quente, e uma gaivota de quando em vez a passar e a saúdar-nos.
Comecei com um Z 500G e não obtive resposta nenhuma ao fim de uns bons minutos de insistência. Coloquei a Feed e idem aspas.
Aquelas perguntas que nós começamos a fazer ao fim de algum tempo começavam a aprecer: Pois, não há peixe...; Os "Prof" têm isto tudo armado - o que não deixa de ser verdade...enfim o início da descrença.
Desloquei-me mais para a minha direita, mudo novamente de amostra e ao 2º lançamento Zásssssss... começa aquela dança que todos adoramos e nos faz sempre insistir.
A luta foi curta mas boa. Acusou 2,650Kg e mediu 60cm. Bonito robalo. E eu vim embora todo contente pelas 20.30 horas. Bonito entardecer.

Boas Pescarias para todos. ;)

Dia 4 de Maio
Como sempre o amigo Morais mais madrugador que eu, já estava no sítio combinado quando eu cheguei, hoje dia 4 de Maio, domingo e 5 e 30h da manhã.
Monta cana, arranja equipamento e estávamos no pesqueiro pelas 6h. Mar de 1 metro, metro e meio, ondulação regrada a partir fora e a entrar com aquele espumeiro que todos gostamos, vento imperceptível, água um pouco tapada, em suma excelentes condições para os nossos amigos robalos andarem em actividade por ali.
A juntar a tudo isto parece que finalmente as pedras "ganharam" vida, já se viam "larotes" maragotas, "corre corre", pilado, camarão... enfim, um biótopo já bem avançado.
O Morais foi para uma pedra em que tinha um "feeling", eu fui mais para o lado dar oportunidade ao Z-claw. Sem resultados.
Vou mais para Norte e meto uma Tide 140, os resultados foram os mesmos, ou seja nenhuns. Mudo de estratégia, e desloco-me para Sul, passo pelo Morais que continua na expectativa de apanhar um "papudo" e digo-lhe: "Morais, vou ali apanhar um, volto já..."
E lá fui com a crença de que apanharia um, e...apanhei. Tinha acabado de colocar uma das minhas amostras preferidas, aquela amostra que acreditamos, nos ajuda a resolver as situações difíceis, e às vezes é isso mesmo que acontece. Acusou 1,920kg e mediu 56 cm.
O Amigo Morais também ferrou um robalo que não atingiu a medida mínima, na nossa bitola (50cm), que devolveu ao mar, não sem antes se ter magoado num dedo ao desferrá-lo com cuidado. É caso para dizer Robalo mal agradecido.
Pois é Morais, mesmo picado por um anzol que retiravas com todo o cuidado do Robalo que devolves-te, revelas-te mais uma vez o grande Pescador que és pá. Parabéns.
Um dia destes vais bater o teu próprio record, tu merece-lo bem. Eh Pescador...
Boas Pescarias para todos. ;)

sábado, 26 de abril de 2008

As minhas capturas de Abril...

Depois de umas valentes grades seguidas que começaram em Março e entraram por Abril dentro, os nossos amigos resolveram começar a aparecer, para nossa satisfação.
Algumas perdidas de exemplares que se desferraram, outras por incúria, (estou-me a lembrar de um robalo que trouxe aos pés e se desferrou no último momento), mas sobretudo de um magnífico exemplar que engatei logo de seguida com um Patchinko Pleco, mas que ao fim de 4 ou 5 valentes cabeçadas levou o Patchinko como piercing e uns bons 10/20 metros de multifilamento PPro 17lb red atrás.
Deveria ser um belíssimo exemplar, seguramente para cima de 4kg, rebentou com o multi porque o tinha coçado numas lapas, momentos antes e não quis substituí-lo, foi no que deu, o fio não aguentou a arrancada e as cabeçadas, e lá foi ele com 3 ou 4 valentes saltos mar adentro com o Patchinko como piercing.
Recentemente com o meu companheiro de pescarias, as coisas tem-se animado um pouco e lá trouxemos no dia 24 e 26 de Abril, 2 exemplares de cerca de 2kg, cada um de nós.
Pelo meio ainda se me desferrou um bom Robalo na escoa, e precisamente no mesmo sítio ao Morais aconteceu-lhe o mesmo, com a diferença do Robalo do Morais ser um belíssimo exemplar, mas a escoa era fortíssima e o animal lá se conseguiu desferrar.
Devolvemos outros tantos por terem peso inferior a 2Kg e menos de 50cm de comprimento, que agora passa a ser a nossa bitola miníma.
Enfim, uns amanheceres bem passados em que finalmente os nossos amigos Robalos, resolveram aparecer e dar um ar da sua graça. A juntar a tudo isto a excelente companhia amiga e divertida, do amigo Morais.
Obrigado Pá.

Boas Pescarias para todos. ;)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Os sentidos do peixe e …os nossos sentidos.

O que será mais importante numa amostra, porque escolhemos esta e não aquela?
Será a sua cor; É a sua forma; Serão os sons que produz; É o seu aerodinamismo e a sua capacidade de lançamento; Será o seu trabalhar; É já uma amostra com provas dadas; Ou é simplesmente porque apenas gostamos dela? São realmente muitas perguntas sem um só resposta, mas vamos tentar:

A sua cor - Sinceramente cada vez penso mais que as cores não são tão importantes assim para o robalo. Nós exacerbamos a cor, para o marketing da marca da amostra deve ser um dos factores fundamentais, não para o peixe – é a minha opinião.
Quem compra é o pescador não é o peixe, e o marketing das marcas tende a “sugerir” a venda pelo lado da imagem; da beleza; dos efeitos da amostra. Esta é uma verdade de "La Palisse" – qualquer técnico de vendas sabe-o.

De facto, os robalos possuem uns órgãos na retina dos olhos (cones e bastonetes) que sugerem a possibilidade de ele conseguir discernir algumas cores, não todas as cores do nosso espectro, mas algumas cores, talvez mais esbatidas, mais lavadas, isto em determinadas condições de visibilidade na água.
Ora, a conjugação destes sentidos, é que será mais pertinente analisar, então comecemos pelos:

Olhos – Normalmente são grandes, laterais e sem pálpebras, provavelmente apenas capazes de focar com precisão objectos próximos mas que percebem facilmente movimentos distantes, incluindo acima da superfície da água. A retina contém cones e bastonetes, o que permite visão a cores na maioria dos casos;
Os Ouvidos - com três canais semicirculares dispostos perpendicularmente uns aos outros (funcionando como um órgão de equilíbrio, portanto, tal como em todos os vertebrados superiores), permitem uma audição apurada, até porque o som se propaga bastante bem dentro de água.
Muitos peixes comunicam entre si produzindo sons, seja esfregando partes do corpo entre si, seja com a sua bexiga-natatória.
As Narinas – localizadas na parte dorsal do focinho, comunicam com uma cavidade coberta de células sensíveis a moléculas dissolvidas na água, daí a sua capaciadade de percepção do mais pequeno odor.
A Linha lateral – localizada longitudinalmente ao longo do flanco do animal, é composta por uma fileira de pequenos poros, em comunicação com um canal abaixo das escamas, onde se encontram mecanoreceptores. A eficácia deste sistema para detectar movimentos e vibrações por ele causadas na água permite a formação de cardumes, fundamental como estratégia de defesa destes animais.
Não é por acaso que em cardume, os peixes se deslocam sincronizadamente, como se fossem um só.
Cada um segue paralelamente ao seu vizinho, e mantém a sua posição devido à acção da visão, audição e linha lateral. A cor prateada da maioria dos peixes que fazem cardumes é fundamental pois ajuda a detectar os movimentos uns dos outros (uma pequena mudança de direcção produz uma grande diferença a nível da luz reflectida). Daí as cores prateadas, niqueladas serem muito usadas no spinning com amostras, em virtude da sua capacidade de reflexão da luz.
A sua forma – é um outro factor importante, a sua silhueta tem de ser adaptada aos peixes-presa existentes na zona e servem os robalos.
É por isso que os Vinis, são muito utilizados noutros países! Haverá alguma amostra que imite tão bem um peixe-presa como o Vinil? Claro que não há.
Por isso são muito utilizados por pescadores de outros países que estão uns anitos à nossa frente na prática do Spinning com Amostras Artificiais. Se bem que seria também injusto dizer que em Portugal não se utilizam, utilizam-se muito e cada vez mais e com muito bons resultados.
É realmente um mundo ainda por descobrir da maioria dos Spinnista Portugueses as potencialidades das amostras de vinil ("softbaits"), que têm ainda a particularidade de serem ainda muito mais baratas do que as chamadas "hardbaits".
Aliás a este propósito, foi recentemente criado um forum, de muita qualidade, onde podem solicitar ao Administrador do Pesca com Amostras em www://pescacomamostras.com/forum  a vossa inscrição. Todos estes assuntos são tratados de uma forma simples e profissional como não há em Portugal (até rimou).
O som - que a amostra produz, para mim já é muito mais importante, mas isso não é nada importante, será que é mais importante para o peixe? Eu penso que sim. Sem dúvida.
Os sons são diferentes e soam de forma diferente na água. Se nós tivermos o cuidado de produzir e gravar o som de algumas amostras no computador, e depois com algum programa de áudio, mesmo desses gratuitos da Internet o “analisarmos” melhor, ficamos espantados com as suas diferentes características e sonoridades.
O robalo é um peixe predador e curioso, que no seu campo de acção está atento e sempre pronto a caçar e o som ajuda-o a encontrar, ou a guiar-se até à nossa amostra se as águas estiverem muito tapadas.
Não é por acaso que a SuperSpook (um charuto tão feio e antigo), é uma amostra tão efectiva, é que ela tem um rattling tão grave e tão bom que vai buscar ou incomodar robalos mesmo entocados e a grandes distâncias, que saem para investigar de onde vem esse som.
O seu aerodinamismo e a capacidade de lançamento – A sua importância são um pouco relativos; de que adiantará chegar longe, se depois a amostra não tem qualidades para enganar o peixe, é um contra-senso.
O seu trabalhar – Será concerteza para mim, um dos factores mais importantes a ter sempre em conta, é certamente um dos aspectos mais diferenciadores das amostras.
Encontrar o trabalhar ou a cadência certa para motivar o ataque, é o climax do spinning. Quando trabalhamos conscientemente um passeante pela superfície, simulando um peixe ferido e provocamos o ataque do robalo, ou quando movemos um minnow como um peixe perdido, afastado do seu cardume e provocamos o ataque do nosso amigo robalo, então passamos a um estágio superior no Spinning – começamos a entender os porquês e a apaixonamo-nos por esta espectacular modalidade.
É já uma amostra com provas dadas – Sim, para quem começa é uma excelente forma de poupar muitos euros e começar a praticar o Spinning com amostras que outros já revelaram eficazes, depois só temos de aprender a adequar “essa amostra” às condições de pesqueiro, de equipamento e de pesca.
Porque gostei dela – Também, claro, se eu não tivesse gostado da amostra, não a teria comprado. E só porque eu gostei da amostra é que a trabalharei com ênfase e gosto e sempre na expectativa de conseguir enganar um robalo.
Se não gosto da amostra dificilmente conseguirei capturar algum robalo, pois não colocarei nessa amostra todo o empenho necessário e assim dificilmente conseguirei os meus intentos.
Meus amigos o texto já vai muito longo, excessivamente longo. Mas a pesca de Spinning ao Robalo com Amostras Artificiais, é um mundo de perguntas e não de respostas. Á medida que vamos adquirindo experiência, são mais as perguntas que fazemos do que as respostas que encontramos.
Quem pensa que tem as respostas todas está redondamente enganado.

www://pescacomamostras.com/forum


Boas Pescarias para todos. ;)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

As minhas capturas de Março...

Tinha de ser coerente comigo e com todos vocês. Neste mês de Março foi grade completa. À falta de melhores argumentos, lá vou dizendo que saí umas 4 ou 5 vezes (o que é verdade), com muito pouco tempo de pesca (o que também é verdade), mas enfim, gradei. Gradei completamente.
Podia dizer que o peixe é pouco (o que é verdade), que não encosta (o que também é verdade), que os profissionais criam autênticos muros de redes ao longo da linha de costa (o que é verdade), que tive falta de jeito (o que também é verdade), mas gradei. Gradei completamente.
Pensam que estou chateado. Não.
Tento tirar as minhas conclusões e para a próxima gradar por exemplo só durante três semanas. O que acham.
Abraço e boas pescarias para todos. ;)

sábado, 22 de março de 2008

O Sítio - Pesca com Amostras




É um local ainda relativamente recente, mas de uma excelente dinâmica e qualidade de participantes.

É um sítio onde qualquer Pescador Desportivo gosta de estar e de participar. É o forum por excelência da comunidade de Pescadores de Amostras de Mar e de Rio, em Portugal.

Por isso podem visitá-lo em:

http://pescacomamostras.com/forum/

Não se vão arrepender.

sexta-feira, 14 de março de 2008

O Spinning no Verão.

No Verão… só bem cedinho.
É evidente que não existem certezas e nada é absoluto mas no Verão com bom tempo, mar chão e águas transparentes, só bem cedinho pela manhã, só muito cedo valerá a pena procurar os predadores. O nascer do dia será a altura ideal para tentar o Robalo enquanto se activa e se alimenta.
Aqui a discrição tem de ser rainha. O Robalo por norma torna-se mais desconfiado em águas pouco profundas, e aqui tem de se revelar toda a técnica e perícia do pescador.

É nesta altura que se revelam os Grandes Pescadores, as águas mais lusas e transparentes, os mares parecem mais rios, o peixe desconfiado, não são nada aliados dos Spinnistas. Nesta altura os pormenores contam todos: os fios, o lançamento, a entrada da amostra na água, o trabalhar desta, a atitude e a discrição do pescador,…, etc, fazem a diferença entre capturar ou não um robalo.
Agora as amostras artificiais como as Tide Minnow, Flash Minnow, as Daiwa, as Artist, as Feed, as Saruna, … e muitas outras, poderão ser mais produtivas, mas se ao fim de 20/30 lançamentos não obtivermos “resposta”, então podemos tentar a superfície com o Zs, as Sammys, os SS e tantas outras em pequenos tamanhos, com e/ou sem ratlings.

O ataque á Superfície: a descarga de adrenalina e as grandes sensações.
Não existe melhor sensação que um ataque á superfície de um bom Robalo. Porém tem de se ser rápido e manter o peixe o mais possível á superfície e desfrutar de uma boa luta. Nesta época de águas mais lusas, o baixo de linha tem de ser de qualidade (tem de ser sempre!) e preferencialmente em fluorcarbono (dadas as suas características e particularidades), é fundamental, mesmo em diâmetros bem mais superiores (0,37 para cima), pois as nascer do dia o diâmetro do fio para mim não é o mais importante.
Os Z, os SS, as Sammy, Bonnie, Chihuahua, Frosty, Giant Dog X, Gunhish em diferentes tamanhos,…, os poppers e outros Pencil baits, são amostras com créditos já firmados e seguros.

O Vinil e os Jig heads.
Não entendo porque são tão pouco utilizados em Portugal, no mar. As amostras de vinil são muito eficazes e mais baratas que outras que existem no mercado.
Devem ser aliás utilizadas, antes mesmo das amostras de superfície, pois são imitadores eficazes dos peixes-presa existentes no pesqueiro e asseguram-nos uma grande discrição.
Ao contrário de outras amostras, quando sentimos que um robalo se ferra num vinil temos de estar atentos e ser rápidos a “ajudá-lo” a fixar-se com um gesto enérgico da ponteira da cana, senão, corremos o sério risco de ele expulsar o vinil da boca.
Podem ser montadas preferencialmente em Weightless, ou com chumbos até 7/8 gramas.
Devemos ter atenção que existem amostras de vinil com pequenas folhas de chumbo muito fino que não necessitam de pesos adicionais.
Existem verdadeiras maravilhas, como as X-layer, Slug-go, Sand Eel, Senkos, Crawlers, Grubs, Flukes, Shads, Worms…enfim… que são extremamente produtivas em Drop-Shot, Carolina, Texas,… e outras montagens, ou com pequenos Jig Heads até 14/18 gramas.

Boas Pescarias para todos. ;)

quarta-feira, 12 de março de 2008

Porquê?

Não será ainda tempo de balanço, contudo existem aspectos positivos e outros menos positivos, que às tantas carecem de melhor atenção.
Aspectos positivos - a quantidade de visualizações, sinceramente não esperava e é uma verdadeira surpresa para mim, em pouco mais de 1 mês (mais precisamente em 37 dias), houve 5.226 visualizações aos "Robalos do Mar".
O Senão - este problema parece-me ser comum a muitos outros blogs (e não só), mas no caso dos "Robalos do Mar" é um pouco frustante ver tão pouca participação. Apesar das mais de 141 visitas diárias houve apenas 24 comentários. Apenas uma em cada 218 pessoas deixa um comentário!
Este blog está ainda livre e acessível a todos, partilho com todos as minhas experiências de pesca ao robalo, todavia esta falta de participação começa a merecer-me mais atenção. Temos de encontrar uma forma de estimular mais a participação daqueles que lêem os "Robalos do Mar" e para isso é necessária a vossa colaboração, o vosso feedback.
Muito obrigado a todos pela vossa compreensão.
Boas Pescarias para todos ;)

sábado, 8 de março de 2008

A primeira do ano ...(Grade)!


Hoje de manhã, Sábado, dia da mulher e da "marcha da indignação" que reuniu em Lisboa, pelos vistos, mais de 85 mil professores contra esta política socialista para a educação, arrogante, incompetente, injusta e avulsa, fui, depois de levar a minha cara metade aos autocarros que partiam da praça Dr. Francisco Sá Carneiro do Porto (Homem Integro, Vertical...do Norte - são as vantagens de ter um blog; escrevo o que quero...) fui, dizia eu, molhar as minhas amostras, que corriam um sério risco de gretar por tanta falta de água, para os lados de Gaia.
Ondulação de 1,5 metros, pouco vento, águas ligeiramente tapadas, pressão assim-assim, céu encoberto... as condições até se apresentavam boas. Mas não, nada. Mesmo nada, de repente lembrei-me: Será que eles (os robalos) também foram para a manifestação em Lisboa? Eu disse que sim. Hora e meia depois, ou nem isso, amostras no saco.
Também não estava com muita disposição para pescar sinceramente. Tive isso sim, mais uma vez, a oportunidade e o privilégio de apreciar a beleza da nossa costa e a sua diversidade.
Ir para outro continente fazer férias para os recifes, para quê? Nós temo-los cá, aqui, pertinho, não acreditam? É verdade!
São os recifes de barroeira (Sabellaria alveolata).
A barroeira é uma minhoca poliqueta, que vive na zona entre marés de praias rochosas com as existentes aqui. A importância da barroeira reside no facto de os seus recifes contribuírem para a diversidade animal e, consequentemente, para o aumento dos recursos marinhos.
Mais de 140 espécies diferentes vivem nos recifes da barroeira.
Podemos então concluir que a barroeira é muito importante para o equilíbrio da cadeia alimentar marinha, que nós temos de preservar e cuidar dada a sua extrema vulnerabilidade.
Na Aguda, pequena freguesia do concelho de Vila Nova de Gaia, tenta-se conciliar dois mundos que normalmente vivem de costas voltadas: a pesca, ainda baseada em técnicas ancestrais, e a preservação dos recursos do mar podem ainda ser aqui observados.
Os velhos lobos do mar, pescadores, podem ser observados na reparação das redes e dos diversos apetrechos de pesca e os ‘caíques’ deitados na areia, pequenas embarcações locais operadas por dois ou três homens, e tudo isto ao vivo e a cores.
Mas o melhor mesmo é fazerem uma visita à Estação Litoral da Aguda, pessoalmente, ou em: http://www.fundacao-ela.pt/.
Sempre podem ver os nossos amigos robalos e os seus diversos primos nos diversos aquários, assim como o Museu da E.L.A..
Vale bem a pena a visita. Divirtam-se e… eu disse que tinha gradado, pois…nem reparei.
Boas pescarias para todos. ;)

terça-feira, 4 de março de 2008

Como pescar em spots pouco profundos.

A Pesca em spots pouco profundos
Aqui pela minha zona representam a grande maioria. São sem dúvida os locais que os pescadores de Spinning mais frequentam ao longo do ano, desde a costa, atingindo uma sobrelotação nos meses de Verão, onde se vêm pescadores carregados do mais diverso material.
Para se pescar com algum método, é conveniente compreender e perceber porque é que os robalos frequentam estes locais, que presas procuram para se alimentarem, e porque se encontram nestes sítios e não em outro qualquer?
Lá estamos nós com os porquês, mas eu acho que tem de ser assim, se queremos evoluir e ser eficazes na arte de pescar uns bons robalos ao spinning.

Esporões e Pontas Rochosas

As zonas de rochas, são sem dúvida alguma um dos principais spots a pesquisar.
Se aliarmos a isto obstáculos naturais, pedras ilhadas, zonas rochosas que avancem mar adentro e perturbem de alguma forma a regularidade das correntes marinhas – encontramos de certeza uma zona de pesca que necessita de um olhar mais atento para tentarmos descobrir e interpretar as suas especificidades e particularidades.
Será de certeza um local onde poderemos encontrar o nosso amigo Robalo.
Na entrada de uma baía, ao lado numa praia, na ponta de uma rocha ele estará por aí. Contudo, às vezes a distância não é sinónimo do melhor spot, por vezes o melhor local encontra-se mesmo ali, aos nossos pés.
No Verão pela pressão humana, poluição sonora, cheiros e odores o Robalo afasta-se mais da costa durante o dia, daí só o devermos procurar antes do sol nascer ou depois do sol se pôr. Por norma.

Maré-baixa a nossa grande aliada

Uma vez localizado um pesqueiro que nos dá algumas garantias, o trabalho seguinte é analisá-lo mais em pormenor desde a franja sublitoral até ao eulitoral superior que fica a descoberto durante as marés mais baixas, as marés de águas vivas.
Comece-mos então pela alimentação do Robalo: a existência ou não de presas que o Robalo caça. Se encontramos pequenos moluscos na maré-baixa já é um excelente sinal e revela a existência de um biótopo já desenvolvido.
Eu prefiro zonas rochosas, todavia, sabemos que nas praias mais arenosas a vida sob a areia depende dos nutrientes trazidos pelo mar ou por saídas de água doce, estas espécies adaptadas a viver no sedimento têm poucos rivais e por isso podem proporcionar excelentes pescarias de robalos se nós soubermos interpretar os sinais.
A acção das ondas é o factor que mais afecta o número e variedade de organismos e quanto maior a força com que as ondas rebentam, maior comedia é disponibilizada para o Robalo aproveitar.
Da mesma maneira quando pequenos ribeiros, rios ou fontes de água doce atingem a zona de marés, acontece uma reacção osmótica, ou seja, encontramos animais vindos de terra e animais vindos do mar. A vida existente esconde-se de dia e acorda à noite, onde podemos observar milhares de pequenos crustáceos anfípodes, pulgas da areia, minhocas da areia, diversos poliquetas, jovens bivalves, caranguejos pilados e pequenos camarões cinzentos, alevins e pequenos peixes, e muitos outros animais de que o Robalo se alimenta, como predador voraz que é.
Neste contexto teremos de possuir um bom conjunto de amostras artificiais imitativas dos peixes presa existentes na zona, e se verificamos estes sinais de vida na maré-baixa, então o início da subida será certamente um período de actividade do peixe predador, entre eles o Robalo.
Nesta situação as pequenas amostras imitativas de superfície ou jerkbaits de pouca profundidade deverão ser muito eficazes.


 
Boas pescarias para todos ;).

segunda-feira, 3 de março de 2008

O meu equipamento de Spinning Médio/Ligeiro.

No início, à alguns anos atrás e depois de algumas voltas e leituras (muitas) por sitios da web, franceses sobretudo, decidi-me por querer experimentar esta modalidade de pesca, o Spinning de Mar, e assim comprei o meu primeiro conjunto de Spinning (se assim posso dizer) foi um conjunto da Mitchell. A cana, uma Mitchell Vairon 300X, de 3 metros e com um Casting Power de 8 a 25 gr, o carreto Mitchell Ideal 4000 (8 rolamentos; anti-retrocesso instantâneo;...) e algumas amostras avulso, sobretudo de rio, pois de mar havia muito pouco.

Até aqui tudo bem, mas não era muito habitual ver pescadores "armados" com estes equipamentos e estes "peixes de plástico", e lá tive de ouvir e engolir umas quantas bocas do pessoal amigo por estar a inventar com "aquele caniço e aquele carretito para o mar", mas enfim lá me enchi de brio e fui tentar demonstrar-lhes o contrário. No fim lá diz o ditado: "quem ri por último ri melhor", e foi o que aconteceu.
Tive umas valentes grades no início. Mas depois de alguma habituação com as amostras que tinha, e de outras que entretanto mandei vir, lá consegui tirar o meu primeiro robalo, e foi logo à superfície. Que alegria, a cana toda dobrada, o fio a sair sem parar, o peixe com cabeçadas que nunca mais paravam..., era um Robalo de quase 3 kg. Nunca o esquecerei. Como não esquecerei aquele sábado de manhã em que dei com eles numa praia e tirei 5 belos Robalos, mesmo nas barbas deles. Enfim, hoje são aos milhares os spinnistas neste País. Ainda hoje, no Verão, uma ou duas vezes lá passeio e exercito o meu querido conjunto Mitchell, ele merece-o...
Das minhas canas para Spinning fazem parte a SpeedMaster de 3.00 metros, 20-50gr de acção, que já me deu imensas alegrias.
Mas habitualmente pesco muito mais com duas autênticas jóias do spinning (para mim, como é evidente), falo da Sakura Shukan, e sobretudo da Tenryu Ultimate One Evolution de 2,90m, 15-42 gr de acção e 192 gr de peso. Uma cana espectacular.
A Ultimate One Evolution é uma cana extremamente bem conseguida para o Spinning.
Tem ligeireza, nervo e robustez, possui uma acção de ponta bem marcada, o que transmite imediatamente à amostra a mais súbtil acção de ponteira e nos permite assim, melhor controlar e trabalhar a amostra artificial.
Possui também uma excelente reserva de potência no seu blank que permite trabalhar qualquer bom Robalo, e "senti-lo" totalmente, transmitindo-nos assim as mais espetaculares sensações. É realmente um prazer pescar com estas canas.
Espero para breve a Dragon Express Evolution, por troca com a Red Dragon Express também da Tenryu para um Spinning mais Médio/Pesado.

Os carretos que utilizo normalmente são o Stradic 2500FB e o Twinpower 4000FB.
Excelentes carretos para Spinning de mar, sobretudo o TwinPower pela sua fiabilidade e robustez.
A opinião que me permito dar, é que é preferível adquirir equipamento de qualidade. O barato normalmente sai mais caro.
O spinning de mar exige muito do nosso equipamento e de nosso próprio corpo, não duvidem. Depois de fazermos umas centenas de lançamentos, de recuperações e animações com as amostras artificiais, se o conjunto não for equilibrado e de qualidade, as nossas costas e os nossos músculos avisam-nos nos dias seguintes. Por isso...

http://pescacomamostras.com/forum/Boas pescarias para todos :).




sábado, 1 de março de 2008

A escolha da amostra certa.

Quantas vezes ao chegarmos ao pesqueiro nos deparamos logo com este dilema: "e agora, que amostra devo escolher, qual será a mais eficaz?"

Quando compramos as nossas amostras artificiais na loja habitual, muitas vezes somos induzidos pelo dono, na compra desta ou daquela amostra, ou por "entendidos" que lá se encontram não perdendo uma oportunidade de darem sempre as suas "dicas", ou porque esta amostra é maior e apanha peixes maiores (nada de mais falso) ou porque esta é que está a dar... etc., etc., ou ainda porque aquele pescador apanhou um bom robalo com a amostra "X"... etc., etc...

Mas a verdade também, é que aqui nada é absoluto, e esta ideia devem tê-la sempre presente.

Na pesca com amostras artificiais, ao robalo, não há verdades absolutas, e ...ainda bem! Portanto se aquela "tal" amostra pescou, e se eu a compro, pode ser bom e pode ser mau. O que é necessário é eu interrogar-me sobre em que fundo é que a "tal" amostra trabalhou, que peixes existem na zona, se o peso da "tal" amostra é adequado para a minha cana... etc., e são estas e outras interrogações que nos devem interessar daqui para a frente.
Conhecer o pesqueiro: Se for possível, antes de comprar esta ou aquela amostra é importante conhecer o terreno, mapeá-lo mentalmente, verificá-lo em diferentes marés, acima de tudo observá-lo. Este é um dado fundamental na minha experiência de pesca. Poder fotografá-lo na maré-baixa e depois em casa estudá-lo é um excelente método para quem quiser ter sucesso nesta arte de pescar robalos com amostras artificiais.

Para conseguirmos levar a carta a Garcia nesta modalidade é preciso conhecer os hábitos desta espécie, como se comporta, de que alimenta, qual o seu ciclo de vida... etc. e apresentar sempre (?) amostras o mais natural possível, e aproximadas no tamanho e no peso às presas existentes.

Se no meio abundam pequenas presas, como sardinhas por exemplo, eu apresento pequenas amostras naturais, o mais parecidas com a sua forma e o seu peso, daí o conjunto ser importante e a acção da cana ainda mais; se eu tenho pequenos alevins na minha zona vou tentar com amostras de vinil, como o x-layer, o slug-go ou senkos ou... em weightless ou com 4-8 gr, é evidente que a minha cana não pode ter uma acção de 15-40 ou 20-50 gr!!!! é um completo disparate...
Pequenos truques: Imaginando que tudo isto está correcto, alguns pequenos truques são importantes, por exemplo: o problema das cores... é importante e tem muito que se lhe diga... mas se eu não me esquecer que: Céu claro + Água clara = Amostra clara, já é muito bom, e não esquecendo que a amostra branca para mim é a mais polivalente, é um verdadeiro todo o terreno da pesca (já ficam a saber um dos meus segredos: a cor branca), já é muito bom, e em matéria de cores não entrava para já em mais pormenores.
Outro pormenor: A alimentação do robalo varia ao longo da época, logo a amostra... também. Os robalos não se alimentam da mesma forma ao longo do ano, eles começam normalmente por pequenos alevins e terminam atacando peixes bem maiores, com o objectivo de constituírem assim forças e reservas, para o Inverno, o acasalamento e a desova que se aproximam.
No início do ano e no fim da desova, os robalos vão alimentar-se de pequenas presas, mais pelo fundo, ainda se encontram letárgicos em virtude das águas estarem mais frias (isto é um bocado relativo atendendo às temperaturas normais da nossa costa ocidental andarem pelos 10-12ºC., será isto frio para o robalo, mas adiante…), e do período exigente por que passaram (acasalamento e desova), por isso não será muito aconselhável nesta altura pescar à superfície e sobretudo com rápidas recuperações (nunca é!).

À medida que o tempo avança, os dias tornam-se mais quentes, já podemos tentá-los com amostras mais volumosas e recuperações mais enérgicas, porque agora eles estarão bem mais activos e vorazes. Tenho a certeza que aqueles que forem lendo estas dicas e textos, (e têm sido muitos felizmente, o que me deixa contente e admirado), vão conseguir fazer belas capturas de Robalos.
O essencial está dito por aqui e por outros blogs, o resto é o refinamento e a arte de interpretar e compreender as dinâmicas dos pesqueiros, das amostras artificiais, das marés, das cores, da luminosidade e as suas características, no sentido de aumentarmos a eficácia na captura destes belos exemplares. O resto são os pormenores que cada um vai desenvolvendo e aperfeiçoando de acordo com as suas próprias experiências de pesca. Boas Pescarias para todos.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Robalos na desova.

Nestes 3 primeiros meses do ano, o robalo por norma, aproxima-se mais da costa para completar mais um ciclo do seu crescimento e desenvolvimento: o acasalamento e a desova.
Preferencialmente nos fundos de pedra e areia, fundos arenosos ou com laminárias que agora iniciam o seu crescimento atingindo o pico nos meses mais estivais (aparecendo autênticos jardins).
Normalmente apetece-me começar qualquer comentário com: “tudo isto é muito variável…”, ou “não existem certezas…”, ou “não está provado cientificamente…”, ou “…”, de facto nesta pesca do robalo, se há coisas que existem são incertezas e no pesqueiro ao lado podem já ser certezas, ou …não. É nisto que para mim radica a beleza do Spinning ao Robalo – temos de estar sempre preparados para aprender. Mas adiante…
Gosta das águas extremamente oxigenadas (águas brancas), onde caça habitualmente, nos fundões ou num palmo de água, ou esperando escondido que a corrente lhe traga a comida até à boca. Como predador por excelência que é, avalia sempre o rácio esforço – beneficio, não dispondo do primeiro em detrimento do segundo. É oportunista e astuto.
Caça mais frequentemente em mares mexidos, nas zonas de rebentação, em pedras ilhadas no rebojo oxigenado destas, prefere a descontinuidade do relevo marinho de pedra e rocha a fundos totalmente arenosos e planos.
A sua alimentação é muito abrangente e varia muito ao longo de uma época de pesca, como aliás já o referi em "A amostra em função da época de pesca".
O robalo é um predador por excelência, e por conseguinte, aproveita todas as oportunidades: as correntes marinhas, a oxigenação das águas, a camuflagem, o movimento das areias, a pressão atmosférica, o período do dia, a influência da lua nas marés, a zona de rebentação das ondas, os fundões, as saídas de água doce, o ângulo solar e a refracção da luz, a turbidez das águas, enfim, tudo isto, o nosso amigo Robalo conhece e utiliza na perfeição em seu próprio beneficio, tendo como único objectivo capturar as suas presas. A sua voracidade impele-o a continuar a caçar.

Nestes meses, os robalos visitam mais frequentemente a costa, por isso se apanham grandes exemplares que normalmente não exigem muito do nosso equipamento, pois encontram-se mais debilitados fisicamente em virtude do período extenuante que tiveram ou ainda estão a ter : o acasalamento e a desova.
Nesta altura o seu comportamento é muito mais variável (como se não o fosse sempre!), e nós temos de ser muito mais criteriosos (temos de saber procurar os picos de maior actividade), pois é normal os machos não largarem as fêmeas para fecundarem as suas desovas, não ligando por isso, nada ás nossas amostras.
Mas, rapidamente e avidamente procurarão recuperar energias… talvez tenha chegado então o momento de nós também mudarmos a nossa estratégia para os capturarmos, sobretudo agora que os grandes exemplares estão mais facilmente ao alcance das nossas amostras.
É isso que eu faço.
Boas Pescarias para todos.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

As amostras...

Node 130S da Tackle House.

Eu sou um admirador confesso das amostras da Tackle House, não por ter qualquer interesse comercial, não, nem com esta marca nem com qualquer outra, todas as amostras que possuo são todas por mim adquiridas e muitas centenas delas são para esquecer e para encostar. Mas as da Tackle House não.
As Feed Shallow deram-me sempre excelentes capturas ao longo destes últimos anos, as K-Ten idem aspa, e há dias chegaram-me 3 Node 130S, que farei trabalhar brevemente.
Tive oportunidade de as experimentar primeiro em água doce (como gosto de fazer) e “vê-las” evoluir em recuperações e acções de cana diferentes. Gostei, continuam com a mesma fiabilidade e de certeza a mesma eficácia no seu “terroir”.
Apesar da diferença da densidade da água, pude observar o seu wobling inconfundível a uma profundidade que não descerá muito abaixo dos 60/80 cm de profundidade, na água salgada.
Vai ser concerteza uma das minhas amostras preferidas neste Verão, e espero que com a mesma eficácia das anteriores da Tackle House, cá estarei para vos comunicar.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A amostra em função da época de pesca.

Este é mais um daqueles “factores” a conhecer: a época em que se pesca; é que ela varia ao longo do ano.

De facto os nossos amigos robalos não se alimentam da mesma maneira ao longo do ano, eles vão variando a sua alimentação. Começam normalmente por caçar pequenas presas e terminar com presas maiores e mais volumosas, com o objectivo de acumularem forças para o Inverno e para um período extremamente desgastante para eles: a desova.
No início da época, que coincide com o fim da desova (fins de Março), os robalos terão passado pelo período mais desgastante da sua existência (o Inverno e a desova) e terão tendência para procurar e caçar pequenas presas de que alimentarão.

Nesta altura as águas estarão um pouco mais frias (isto é relativo pois a temperatura na nossa costa não desce muito, mesmo no Inverno, abaixo dos 10/12 ºC, ...e será isto frio…), mas enfim, é a altura por excelência de lhe apresentarmos pequenas amostras de meia-água, fundo ou pequenos jig heads de vinil que animaremos mais lentamente, já que ele se encontra um pouco "adormecido" com as temperaturas mais frias. Esta é também a altura de privilegiar os rattlins, com o objectivo de os ajudar e incentivar a atacar a nossa amostra.

Se bem que se possa pescar todo o ano com amostras de superfície, e eu faço-o, talvez esta não seja a altura ideal para se utilizar com mais frequência estas amostras.
Á medida que a época avança apresentaremos ao nosso amigo robalo amostras mais volumosas, pois as águas terão tendência a aquecer, o que lhe provoca mais actividade e naturalmente o fará procurar as suas presas à superfície. Será então a altura de utilizarmos com mais frequência as amostras de superfície com a velhinha e mortífera Super Spook, o Z-claw, as Sammy, o Gunnish, os popper e muitas outras.

Logo a seguir ao Verão e antes do Inverno, começa-se a fechar o ciclo e os robalos terão tendência a capturar presas maiores para assim constituirem mais reservas para o período desgastante que se avizinha: o Inverno e a sua reprodução, completando-se assim mais um ciclo da sua vida.

E lembrem-se, as fêmeas só atingem a sua maturidade sexual por volta dos 4/5 anos de idade e um comprimento superior aos 42 cm, por isso é nossa obrigação permitirmos que elas cumpram pelo menos uma vez na vida o seu dever: a reprodução.
Animais com menos de 42 cm de comprimento devem ser imediatamente libertados.

Este e outros assuntos são continuados e debatidos em:

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domingo, 10 de fevereiro de 2008

A influência da Lua e a Teoria de Knight.

Desde tempos imemoriais que o homem sabe que lua tem influência sobre a vida na terra. O mar também não escapa a esta influência. De facto o nosso satélite tem influência sobre os níveis da água do mar (as marés, e isto está provado cientificamente), mas não está sobre a actividade dos peixes, contudo pensa-se por observação ao longo de muitos anos, que a lua, bem como outros factores, poderão ter alguma influência sobre a maior ou menor actividade dos peixes.

A Lua está ligada ao movimento das marés, e estas têm influência directa na actividade dos peixes. Normalmente quando a maré é alta os peixes entram num período de maior actividade.
Pessoalmente, não dou muita importância à influência da lua na pesca, considero outros factores bem mais importantes, todavia e para aqueles que pensam de forma diferente, apresento uma tabela de um grande pescador americano – Jonh Alden Knight, que ao longo de muitas jornadas de pesca e de muitas observações, compilou esta tabela, que rapidamente se democratizou e se espalhou por todas as lojas de pesca e por todos os pescadores desportivos.


 
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Um salva-amostras.

Para quem se está agora a iniciar no Spinning de mar, este aparelhinho fácil de construir pode salvar-nos de muitos dissabores, desencantos e prejuízos. Manda o bom senso tê-lo sempre á mão, sobretudo no início, é que a carteira agradece.
As amostras artificiais utilizadas no Spinning são caras (podem variar dos 8€ aos 50€ cada uma) e a falta de experiência do pescador que se inicia nesta prática, o não conhecimento do mar e da sua dinâmica, das ondas e das correntes, dos fundos e das características da nossa própria amostra, pode fazer com que se prenda nos fundos, nas laminárias, nos mexilhões e lapas, ou numa qualquer pedra submersa, e se corra o risco de a perder.


Para obviar esta situação e para recuperar a nossa amostra preferida, nada melhor do que um Salva-amostras construído por nós. Existem outros modelos e outras formas, mas este foi construído por mim e salvou-me algumas amostras no início. Desculpem a apresentação, mas este salva-amostras já estava arrumado à bastante tempo... a descansar do trabalho que já teve.
Garanto-vos que é uma enorme alegria conseguirmos tirar uma amostra engatada do fundo do mar.
Então vamos lá arregaçar as mangas ...
Ingredientes:
  • 1 mosquetão dos grandes

  • 3 correntes de cerca de 25/30cm cada
  • Supercola e fio
  • 40 metros de fio (leve e fino, impermeável e resistente)

  • 20 minutos de dedicação...e muita satisfação no final
Tudo o que têm de fazer depois de sentir a amostra engatada é abrir a mola do mosquetão e introduzir a linha madre. Depois levantar a cana bem na vertical, e fazer descer o seu salva-amostras até à amostra engatada e a recuperar, dando-lhe ao mesmo tempo fio. Quando chegar à amostra presa no fundo, os elos do cadeado engatar-se-ão com facilidade nas fateixas do seu salva-amostra e depois é só puxar pelo seu fio.
Sem nenhum esforço aí tem a sua amostra recuperada e nas suas mãos. Parece difícil e complicado mas não é. É fácil, e depois até continua e pescar com outro ânimo...
Este é mais ou menos o aspecto final do seu Salva-Amostras. É um pequeno instrumento, muito útil, sobretudo para quem se está a iniciar nesta espetacular modalidade que é o Spinning de Mar com Amostras artificiais.
Felicidades e ...dêm-lhe pouco uso.
Boas Pescarias para todos.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Os hábitos e as medidas.

O robalo é o troféu por excelência de qualquer pescador desportivo. Este belo animal astuto e vigoroso, é um caçador incansável e oportunista. Da sua anatomia, destaca-se um corpo longo e aerodinâmico possuidor de uma poderosa barbatana caudal que lhe permite uma arrancada rápida e fácil. Está presente ao longo de toda a nossa costa, preferindo zonas de águas muito oxigenadas (brancas), onde aproveita a camuflagem que esta proporciona para caçar as suas presas preferidas, se bem que também possa caçar em zonas mais calmas. Os seus territórios preferidos de caça são as zonas mistas de areia e rocha (predominantemente esta), bem como os canais de passagem, onde se coloca escondido à espera que a corrente lhe traga as suas presas. Como todos os predadores é oportunista e extremamente voraz, não perdendo nenhuma oportunidade de se alimentar. O robalo é um predador que caça em muito pouca água e muito perto da costa.

A época; o coeficiente da maré; as horas e os lugares de pesca.

O aliciante da pesca ao robalo é que nada é imutável, tudo se altera e não existem certezas absolutas. Ele aparecerá onde menos se espera e o seu contrário também é verdadeiro. Contudo, podemos constatar algumas coisas:
Se bem que o spinning de mar desde a costa, possa ser exercido praticamente durante todo o ano com amostras de superfície, meia-água e fundo, a época por excelência da pesca ao robalo vai desde Março a Novembro, dependendo dos anos. Os melhores coeficientes de maré são os compreendidos entre 50 e 70.

Consideramos, sem alguma certeza científica que as 2 últimas horas da vazante e a primeira da enchente, normalmente são de maior actividade do peixe, voltando mais tarde com a primeira hora da enchente e a última da vazante.


Mas tudo isto é muito variável, não existindo nenhumas regras precisas para a pesca do robalo, tornando-se assim mais um aliciante e um verdadeiro desafio a sua pesca.


Tabela de medidas do robalo em função da idade e sexo

Tamanho mínimo de captura permitido - 36cm

(corresponde a apróximadamente 4 anos de idade).


Uma compilação de diversas unidades de medida mais comumente utilizadas:


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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

A eficácia nas capturas.

Será que poderei aumentar a eficácia nas minhas capturas? Como o poderei fazer?

Se alguém soubesse, tinha acabado de descobrir o santo graal da pesca desportiva, contudo existe um conjunto de regras e equipamentos que de alguma forma podem contribuir para maximizar a eficácia nas nossas capturas. Eis algum do meu contributo:


  • O equipamento - No spinning, é uma das componentes fundamentais - um conjunto correcto e equilibrado de cana e carreto e bem adapatado ao pescador. Nós temos de fazer as nossas caminhadas em busca do nosso amigo Robalo, e andar de pedra em pedra, pode tornar-se perigoso se não estivermos devidamente equipados. Por isso cana até 3 metros no máximo e acção até 60 gr, carreto até 4000 são mais que suficientes para a maioria das situações de pesca na nossa costa. O calçado é outro factor muito importante, devemos ter extremo cuidado com as pedras molhadas e cobertas de limo - são extremamente traiçoeiras e perigosas. Devemos utilizar calçado com sola em feltro com ou sem cravos, antiderrapante. E ter muito cuidado, lembrem-se a segurança sempre em primeiro lugar.

  • As melhores amostras - Se bem que entre as pedras bem afiadas, as lapas e os mexilhões sejam um risco constante para as nossas amostras, é entre os canais (às vezes pequenos e baixos) que se encontram os grandes Robalos a caçar. É aqui que a amostra mais aconselhadada para a situação se torna a mais efectiva, e nunca... "Ah vou usar esta amostra que é a mais barata, assim se a perder não interessa..." - Às tantas o que se perdeu foi um bom peixe troféu, só por não se ter usado a amostra mais adequada para aquela situação.

  • Perder uns euritos também faz parte do processo de aprendizagem.

  • As cores - Águas mexidas/brancas - Aposto em amostras mais chamativas e sobretudo no rattlin e no wobling das amostras, cores fortes. Águas paradas - As cores mais naturais e amostras mais pequenas, dou muita importância à apresentação e ao lançamento. Nada de ruídos, projecção de sombras ou vestido de cores garridas, no lançamento tento sempre que a amostra caia o mais discretamente possível na água e sempre em ângulo recto em relação ao plano de água (para isso uma simples travadela do fio proporciona uma queda mais vertical e impede também os indesejavéis enliamentos.

  • Fateixas e anzóis - sempre em optimo estado, é preferível substítui-los logo que note-mos alguma oxidação (a lima, ou coca-cola, ou...nada resolvem, apenas os enfraquecem). Fateixas e anzóis de excelente qualidade-sempre. Ás vezes para pouco fundo podemos substituir as fateixas por um anzol - engata menos e as capturas são as mesmas, mas sempre em excelente estado de conservação. Ninguém quer perder "aquele" robalo só porque os anzóis estavam oxidados e partiram ou vergaram.

  • Variedade na recuperação - Nunca faço uma recolhida linear, tento sempre imprimir variedade de movimentos no trabalhar da amostra, os Robalos fazem muito bem os seus cálculos de energia e não atacam uma amostra que se desloque com demasiada rapidez, mesmo que seja a amostra xpto e lhe passe mesmo em frente. Devemos dar "vida" ás nossas recuperações e intercalá-las com pausas de variado comprimento. Muitas vezes é nestas situações que o robalo ataca a nossa amostra.

  • As Linhas (o multifilamento e o fluorcarbono) - As braided lines dão cartas. Os multifilamentos são para mim melhores que os nylons, pode-se pescar mais fino e com melhores resultados e lançamentos bem mais longos (mesmo com vento). Por norma, eu utilizo um baixo de fluorcarbono com cerca de um metro.
O Robalo merece todo o nosso respeito. É um ser que luta com nobreza, e que nos dá uma alegria incrível quando o conseguimos capturar. Se porventura verificamos que não tem as medidas minímas legais, devemos devolvê-lo imediatamente ao seu meio. Apesar das medidas mínimas serem de 36 cm para o robalo (uma verdadeira estupidez!), as fêmeas só se reproduzem com cerca de 42 cm de comprimento - é nossa obrigação conceder-lhes o direito de pelo menos uma vez na vida cumprirem o seu ciclo natural - a reprodução. No fundo todos nós lhes agradeceremos.

E para aqueles que agora começam a tentar compreender os hábitos deste belo animal que muda todos os dias, é preciso ter perseverança e sangue-frio. No início muitas amostras e peixes se perdem pela ansiedade demonstrada, mas como tudo na vida a experiência tratará de a resolver.
Quando sinto que tenho um bom exemplar ferrado, aprendi a disfrutá-lo, e a esquecer-me um pouco da obsessão de tirá-lo rapidamente.
Enfim, muito mais se poderia dizer, mas é este o aliciante desta pesca, estamos sempre a aprender (todos), nada é imutável e ainda bem que assim é.

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A paixão pelo spinning de mar.

É muito fácil ficarmos a gostar do spinning de mar. O contacto com a natureza, o gosto pelo mar, os sons, cheiros e cores que nos enchem a alma... estes magníficos exemplares que são os Robalos do Mar, selvagens, astutos e vigorosos que nos proporcionam momentos e lutas inesquecíveis.

Se gostas muito do Spinning de mar, a opinião que te possa dar é que leias tudo o que puderes (a internet é uma ajuda preciosa), e quando estiveres cansado, voltes a reler tudo.
E depois pratica, aperfeiçoa o trabalhar das tuas amostras e pratica, pratica os lançamentos, privelegia a suavidade e a precisão dos lançamentos muito mais do que a rudeza e a força, vais ver que as tuas costas, os teu braços, os fios e os nós vão agradecer-te e vais reparar que consegues atingir as mesmas distâncias com muito menos esforço.
Quando chegares ao teu pesqueiro, chega em silêncio (o som propaga-se mais rapidamente na água) e começa sempre por fazeres primeiro lançamentos curtos em leque e só depois vais em crescendo. Vais ver que podes ter surpresas agradáveis, os robalos muitas vezes estão "por baixo da nossa pedra". Outra coisa nunca tires os olhos da amostra (e já agora começa sempre pela superfície...) e tenta perceber pelo movimento dela o que se passa por baixo.

Quando chegares a casa "rebobina mentalmente" a tua jornada de pesca e tenta tirar as tuas conclusões. Na tua segunda ida compara o "terreno", mapea-o e estuda-o, vê por onde entra e sai o mar, onde estão os caneiros, os areios, os fundos, estuda a ondulação... onde se forma, as marés, ...olha, estuda... estuda, aprende com os mais velhos e com a tua experiência, e não tenhas medo de improvisar e por tudo em causa novamente e de experimentares coisas novas. Não tenhas medo de cometer erros, e se chegares à conclusão que já sabes muito... estás completamente enganado. A pesca do Robalo ao spinning é sempre uma experiência nova, constantemente. Sempre em mudança. Talvez nesta constante mudança radique o interesse e o gosto que eu nutro por esta modalidade de pesca.
A Pesca aos Robalos em spinning de mar é sempre um constante desafio. E ainda bem que assim é. Boas pescarias para todos.