sábado, 26 de abril de 2008

As minhas capturas de Abril...

Depois de umas valentes grades seguidas que começaram em Março e entraram por Abril dentro, os nossos amigos resolveram começar a aparecer, para nossa satisfação.
Algumas perdidas de exemplares que se desferraram, outras por incúria, (estou-me a lembrar de um robalo que trouxe aos pés e se desferrou no último momento), mas sobretudo de um magnífico exemplar que engatei logo de seguida com um Patchinko Pleco, mas que ao fim de 4 ou 5 valentes cabeçadas levou o Patchinko como piercing e uns bons 10/20 metros de multifilamento PPro 17lb red atrás.
Deveria ser um belíssimo exemplar, seguramente para cima de 4kg, rebentou com o multi porque o tinha coçado numas lapas, momentos antes e não quis substituí-lo, foi no que deu, o fio não aguentou a arrancada e as cabeçadas, e lá foi ele com 3 ou 4 valentes saltos mar adentro com o Patchinko como piercing.
Recentemente com o meu companheiro de pescarias, as coisas tem-se animado um pouco e lá trouxemos no dia 24 e 26 de Abril, 2 exemplares de cerca de 2kg, cada um de nós.
Pelo meio ainda se me desferrou um bom Robalo na escoa, e precisamente no mesmo sítio ao Morais aconteceu-lhe o mesmo, com a diferença do Robalo do Morais ser um belíssimo exemplar, mas a escoa era fortíssima e o animal lá se conseguiu desferrar.
Devolvemos outros tantos por terem peso inferior a 2Kg e menos de 50cm de comprimento, que agora passa a ser a nossa bitola miníma.
Enfim, uns amanheceres bem passados em que finalmente os nossos amigos Robalos, resolveram aparecer e dar um ar da sua graça. A juntar a tudo isto a excelente companhia amiga e divertida, do amigo Morais.
Obrigado Pá.

Boas Pescarias para todos. ;)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Os sentidos do peixe e …os nossos sentidos.

O que será mais importante numa amostra, porque escolhemos esta e não aquela?
Será a sua cor; É a sua forma; Serão os sons que produz; É o seu aerodinamismo e a sua capacidade de lançamento; Será o seu trabalhar; É já uma amostra com provas dadas; Ou é simplesmente porque apenas gostamos dela? São realmente muitas perguntas sem um só resposta, mas vamos tentar:

A sua cor - Sinceramente cada vez penso mais que as cores não são tão importantes assim para o robalo. Nós exacerbamos a cor, para o marketing da marca da amostra deve ser um dos factores fundamentais, não para o peixe – é a minha opinião.
Quem compra é o pescador não é o peixe, e o marketing das marcas tende a “sugerir” a venda pelo lado da imagem; da beleza; dos efeitos da amostra. Esta é uma verdade de "La Palisse" – qualquer técnico de vendas sabe-o.

De facto, os robalos possuem uns órgãos na retina dos olhos (cones e bastonetes) que sugerem a possibilidade de ele conseguir discernir algumas cores, não todas as cores do nosso espectro, mas algumas cores, talvez mais esbatidas, mais lavadas, isto em determinadas condições de visibilidade na água.
Ora, a conjugação destes sentidos, é que será mais pertinente analisar, então comecemos pelos:

Olhos – Normalmente são grandes, laterais e sem pálpebras, provavelmente apenas capazes de focar com precisão objectos próximos mas que percebem facilmente movimentos distantes, incluindo acima da superfície da água. A retina contém cones e bastonetes, o que permite visão a cores na maioria dos casos;
Os Ouvidos - com três canais semicirculares dispostos perpendicularmente uns aos outros (funcionando como um órgão de equilíbrio, portanto, tal como em todos os vertebrados superiores), permitem uma audição apurada, até porque o som se propaga bastante bem dentro de água.
Muitos peixes comunicam entre si produzindo sons, seja esfregando partes do corpo entre si, seja com a sua bexiga-natatória.
As Narinas – localizadas na parte dorsal do focinho, comunicam com uma cavidade coberta de células sensíveis a moléculas dissolvidas na água, daí a sua capaciadade de percepção do mais pequeno odor.
A Linha lateral – localizada longitudinalmente ao longo do flanco do animal, é composta por uma fileira de pequenos poros, em comunicação com um canal abaixo das escamas, onde se encontram mecanoreceptores. A eficácia deste sistema para detectar movimentos e vibrações por ele causadas na água permite a formação de cardumes, fundamental como estratégia de defesa destes animais.
Não é por acaso que em cardume, os peixes se deslocam sincronizadamente, como se fossem um só.
Cada um segue paralelamente ao seu vizinho, e mantém a sua posição devido à acção da visão, audição e linha lateral. A cor prateada da maioria dos peixes que fazem cardumes é fundamental pois ajuda a detectar os movimentos uns dos outros (uma pequena mudança de direcção produz uma grande diferença a nível da luz reflectida). Daí as cores prateadas, niqueladas serem muito usadas no spinning com amostras, em virtude da sua capacidade de reflexão da luz.
A sua forma – é um outro factor importante, a sua silhueta tem de ser adaptada aos peixes-presa existentes na zona e servem os robalos.
É por isso que os Vinis, são muito utilizados noutros países! Haverá alguma amostra que imite tão bem um peixe-presa como o Vinil? Claro que não há.
Por isso são muito utilizados por pescadores de outros países que estão uns anitos à nossa frente na prática do Spinning com Amostras Artificiais. Se bem que seria também injusto dizer que em Portugal não se utilizam, utilizam-se muito e cada vez mais e com muito bons resultados.
É realmente um mundo ainda por descobrir da maioria dos Spinnista Portugueses as potencialidades das amostras de vinil ("softbaits"), que têm ainda a particularidade de serem ainda muito mais baratas do que as chamadas "hardbaits".
Aliás a este propósito, foi recentemente criado um forum, de muita qualidade, onde podem solicitar ao Administrador do Pesca com Amostras em www://pescacomamostras.com/forum  a vossa inscrição. Todos estes assuntos são tratados de uma forma simples e profissional como não há em Portugal (até rimou).
O som - que a amostra produz, para mim já é muito mais importante, mas isso não é nada importante, será que é mais importante para o peixe? Eu penso que sim. Sem dúvida.
Os sons são diferentes e soam de forma diferente na água. Se nós tivermos o cuidado de produzir e gravar o som de algumas amostras no computador, e depois com algum programa de áudio, mesmo desses gratuitos da Internet o “analisarmos” melhor, ficamos espantados com as suas diferentes características e sonoridades.
O robalo é um peixe predador e curioso, que no seu campo de acção está atento e sempre pronto a caçar e o som ajuda-o a encontrar, ou a guiar-se até à nossa amostra se as águas estiverem muito tapadas.
Não é por acaso que a SuperSpook (um charuto tão feio e antigo), é uma amostra tão efectiva, é que ela tem um rattling tão grave e tão bom que vai buscar ou incomodar robalos mesmo entocados e a grandes distâncias, que saem para investigar de onde vem esse som.
O seu aerodinamismo e a capacidade de lançamento – A sua importância são um pouco relativos; de que adiantará chegar longe, se depois a amostra não tem qualidades para enganar o peixe, é um contra-senso.
O seu trabalhar – Será concerteza para mim, um dos factores mais importantes a ter sempre em conta, é certamente um dos aspectos mais diferenciadores das amostras.
Encontrar o trabalhar ou a cadência certa para motivar o ataque, é o climax do spinning. Quando trabalhamos conscientemente um passeante pela superfície, simulando um peixe ferido e provocamos o ataque do robalo, ou quando movemos um minnow como um peixe perdido, afastado do seu cardume e provocamos o ataque do nosso amigo robalo, então passamos a um estágio superior no Spinning – começamos a entender os porquês e a apaixonamo-nos por esta espectacular modalidade.
É já uma amostra com provas dadas – Sim, para quem começa é uma excelente forma de poupar muitos euros e começar a praticar o Spinning com amostras que outros já revelaram eficazes, depois só temos de aprender a adequar “essa amostra” às condições de pesqueiro, de equipamento e de pesca.
Porque gostei dela – Também, claro, se eu não tivesse gostado da amostra, não a teria comprado. E só porque eu gostei da amostra é que a trabalharei com ênfase e gosto e sempre na expectativa de conseguir enganar um robalo.
Se não gosto da amostra dificilmente conseguirei capturar algum robalo, pois não colocarei nessa amostra todo o empenho necessário e assim dificilmente conseguirei os meus intentos.
Meus amigos o texto já vai muito longo, excessivamente longo. Mas a pesca de Spinning ao Robalo com Amostras Artificiais, é um mundo de perguntas e não de respostas. Á medida que vamos adquirindo experiência, são mais as perguntas que fazemos do que as respostas que encontramos.
Quem pensa que tem as respostas todas está redondamente enganado.

www://pescacomamostras.com/forum


Boas Pescarias para todos. ;)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

As minhas capturas de Março...

Tinha de ser coerente comigo e com todos vocês. Neste mês de Março foi grade completa. À falta de melhores argumentos, lá vou dizendo que saí umas 4 ou 5 vezes (o que é verdade), com muito pouco tempo de pesca (o que também é verdade), mas enfim, gradei. Gradei completamente.
Podia dizer que o peixe é pouco (o que é verdade), que não encosta (o que também é verdade), que os profissionais criam autênticos muros de redes ao longo da linha de costa (o que é verdade), que tive falta de jeito (o que também é verdade), mas gradei. Gradei completamente.
Pensam que estou chateado. Não.
Tento tirar as minhas conclusões e para a próxima gradar por exemplo só durante três semanas. O que acham.
Abraço e boas pescarias para todos. ;)

sábado, 22 de março de 2008

O Sítio - Pesca com Amostras




É um local ainda relativamente recente, mas de uma excelente dinâmica e qualidade de participantes.

É um sítio onde qualquer Pescador Desportivo gosta de estar e de participar. É o forum por excelência da comunidade de Pescadores de Amostras de Mar e de Rio, em Portugal.

Por isso podem visitá-lo em:

http://pescacomamostras.com/forum/

Não se vão arrepender.

sexta-feira, 14 de março de 2008

O Spinning no Verão.

No Verão… só bem cedinho.
É evidente que não existem certezas e nada é absoluto mas no Verão com bom tempo, mar chão e águas transparentes, só bem cedinho pela manhã, só muito cedo valerá a pena procurar os predadores. O nascer do dia será a altura ideal para tentar o Robalo enquanto se activa e se alimenta.
Aqui a discrição tem de ser rainha. O Robalo por norma torna-se mais desconfiado em águas pouco profundas, e aqui tem de se revelar toda a técnica e perícia do pescador.

É nesta altura que se revelam os Grandes Pescadores, as águas mais lusas e transparentes, os mares parecem mais rios, o peixe desconfiado, não são nada aliados dos Spinnistas. Nesta altura os pormenores contam todos: os fios, o lançamento, a entrada da amostra na água, o trabalhar desta, a atitude e a discrição do pescador,…, etc, fazem a diferença entre capturar ou não um robalo.
Agora as amostras artificiais como as Tide Minnow, Flash Minnow, as Daiwa, as Artist, as Feed, as Saruna, … e muitas outras, poderão ser mais produtivas, mas se ao fim de 20/30 lançamentos não obtivermos “resposta”, então podemos tentar a superfície com o Zs, as Sammys, os SS e tantas outras em pequenos tamanhos, com e/ou sem ratlings.

O ataque á Superfície: a descarga de adrenalina e as grandes sensações.
Não existe melhor sensação que um ataque á superfície de um bom Robalo. Porém tem de se ser rápido e manter o peixe o mais possível á superfície e desfrutar de uma boa luta. Nesta época de águas mais lusas, o baixo de linha tem de ser de qualidade (tem de ser sempre!) e preferencialmente em fluorcarbono (dadas as suas características e particularidades), é fundamental, mesmo em diâmetros bem mais superiores (0,37 para cima), pois as nascer do dia o diâmetro do fio para mim não é o mais importante.
Os Z, os SS, as Sammy, Bonnie, Chihuahua, Frosty, Giant Dog X, Gunhish em diferentes tamanhos,…, os poppers e outros Pencil baits, são amostras com créditos já firmados e seguros.

O Vinil e os Jig heads.
Não entendo porque são tão pouco utilizados em Portugal, no mar. As amostras de vinil são muito eficazes e mais baratas que outras que existem no mercado.
Devem ser aliás utilizadas, antes mesmo das amostras de superfície, pois são imitadores eficazes dos peixes-presa existentes no pesqueiro e asseguram-nos uma grande discrição.
Ao contrário de outras amostras, quando sentimos que um robalo se ferra num vinil temos de estar atentos e ser rápidos a “ajudá-lo” a fixar-se com um gesto enérgico da ponteira da cana, senão, corremos o sério risco de ele expulsar o vinil da boca.
Podem ser montadas preferencialmente em Weightless, ou com chumbos até 7/8 gramas.
Devemos ter atenção que existem amostras de vinil com pequenas folhas de chumbo muito fino que não necessitam de pesos adicionais.
Existem verdadeiras maravilhas, como as X-layer, Slug-go, Sand Eel, Senkos, Crawlers, Grubs, Flukes, Shads, Worms…enfim… que são extremamente produtivas em Drop-Shot, Carolina, Texas,… e outras montagens, ou com pequenos Jig Heads até 14/18 gramas.

Boas Pescarias para todos. ;)

quarta-feira, 12 de março de 2008

Porquê?

Não será ainda tempo de balanço, contudo existem aspectos positivos e outros menos positivos, que às tantas carecem de melhor atenção.
Aspectos positivos - a quantidade de visualizações, sinceramente não esperava e é uma verdadeira surpresa para mim, em pouco mais de 1 mês (mais precisamente em 37 dias), houve 5.226 visualizações aos "Robalos do Mar".
O Senão - este problema parece-me ser comum a muitos outros blogs (e não só), mas no caso dos "Robalos do Mar" é um pouco frustante ver tão pouca participação. Apesar das mais de 141 visitas diárias houve apenas 24 comentários. Apenas uma em cada 218 pessoas deixa um comentário!
Este blog está ainda livre e acessível a todos, partilho com todos as minhas experiências de pesca ao robalo, todavia esta falta de participação começa a merecer-me mais atenção. Temos de encontrar uma forma de estimular mais a participação daqueles que lêem os "Robalos do Mar" e para isso é necessária a vossa colaboração, o vosso feedback.
Muito obrigado a todos pela vossa compreensão.
Boas Pescarias para todos ;)

sábado, 8 de março de 2008

A primeira do ano ...(Grade)!


Hoje de manhã, Sábado, dia da mulher e da "marcha da indignação" que reuniu em Lisboa, pelos vistos, mais de 85 mil professores contra esta política socialista para a educação, arrogante, incompetente, injusta e avulsa, fui, depois de levar a minha cara metade aos autocarros que partiam da praça Dr. Francisco Sá Carneiro do Porto (Homem Integro, Vertical...do Norte - são as vantagens de ter um blog; escrevo o que quero...) fui, dizia eu, molhar as minhas amostras, que corriam um sério risco de gretar por tanta falta de água, para os lados de Gaia.
Ondulação de 1,5 metros, pouco vento, águas ligeiramente tapadas, pressão assim-assim, céu encoberto... as condições até se apresentavam boas. Mas não, nada. Mesmo nada, de repente lembrei-me: Será que eles (os robalos) também foram para a manifestação em Lisboa? Eu disse que sim. Hora e meia depois, ou nem isso, amostras no saco.
Também não estava com muita disposição para pescar sinceramente. Tive isso sim, mais uma vez, a oportunidade e o privilégio de apreciar a beleza da nossa costa e a sua diversidade.
Ir para outro continente fazer férias para os recifes, para quê? Nós temo-los cá, aqui, pertinho, não acreditam? É verdade!
São os recifes de barroeira (Sabellaria alveolata).
A barroeira é uma minhoca poliqueta, que vive na zona entre marés de praias rochosas com as existentes aqui. A importância da barroeira reside no facto de os seus recifes contribuírem para a diversidade animal e, consequentemente, para o aumento dos recursos marinhos.
Mais de 140 espécies diferentes vivem nos recifes da barroeira.
Podemos então concluir que a barroeira é muito importante para o equilíbrio da cadeia alimentar marinha, que nós temos de preservar e cuidar dada a sua extrema vulnerabilidade.
Na Aguda, pequena freguesia do concelho de Vila Nova de Gaia, tenta-se conciliar dois mundos que normalmente vivem de costas voltadas: a pesca, ainda baseada em técnicas ancestrais, e a preservação dos recursos do mar podem ainda ser aqui observados.
Os velhos lobos do mar, pescadores, podem ser observados na reparação das redes e dos diversos apetrechos de pesca e os ‘caíques’ deitados na areia, pequenas embarcações locais operadas por dois ou três homens, e tudo isto ao vivo e a cores.
Mas o melhor mesmo é fazerem uma visita à Estação Litoral da Aguda, pessoalmente, ou em: http://www.fundacao-ela.pt/.
Sempre podem ver os nossos amigos robalos e os seus diversos primos nos diversos aquários, assim como o Museu da E.L.A..
Vale bem a pena a visita. Divirtam-se e… eu disse que tinha gradado, pois…nem reparei.
Boas pescarias para todos. ;)